As armadilhas luminosas, quando utilizadas da forma correta e constituídas dentro de um bom CIP, podem fazer muito mais do que capturar moscas. Através delas é possível fazer uma análise completa do espaço e investigar de onde está vindo o acesso das pragas.

Dessa maneira, após conseguir compreender a situação, será mais fácil trilhar ações estratégicas para tratar direto a raiz do problema.

Para quem trabalha com manipulação de alimentos, é imprescindível que haja no local um Mapa de Controle de Pragas, pois é lá que ficam registrados o aparecimento de pragas.

Para entender melhor como funciona todo esse estudo, vamos analisar um caso concreto.

Planta 01

Esta é a planta de uma indústria de alimentos, sendo que cada local destacado com o círculo azul representa uma armadilha luminosa, que foram denominadas de A1, A2, A3…
Já o X vermelho significa o local onde foi encontrada contaminação causada por mosca.

Agora é a hora de estar com o Mapa de Controle de Pragas citado anteriormente e começar a análise das placas adesivas de cada armadilha, para verificar a situação de cada uma.

Ao fazer o estudo, será mais fácil de investigar a rota de acesso dos insetos alados e o e o foco de origem.

Veja abaixo a situação de cada placa adesiva referente a cada armadilha.

Placas adesivas

Se analisarmos as placas A6, A5 e A4, da expedição e do depósito respectivamente, é possível observar que há a presença de algumas moscas, o que significa que a armadilha está cumprindo com o seu papel.

Entretanto, se verificarmos a placa A3, nota-se que está com uma maior presença de insetos alados. Dessa forma, é plausível dizer que as moscas não estão vindo do portão 5 ou 6, pois as armadilhas anteriormente vistas estariam com uma quantidade maior de insetos, caso o acesso estive sendo por ali.

Agora vamos para as placas A2 e A1, do processamento e do depósito de matéria prima, respectivamente. É evidente a grande presença de moscas em ambas as placas, principalmente na A1. Assim sendo, podemos imaginar o trajeto dos insetos sendo da seguinte forma abaixo.

Planta 02

Conclui-se, portanto, que o acesso das moscas se dá pelo portão 1 e, que foi pela grande quantidade capturada nas duas primeiras armadilhas que se verifica o trajeto que está sendo feito por elas, o que ocasionou a situação do X vermelho.

O que deve ser feito então?

Primeiro é necessário entender o que está causando o grande volume de moscas no depósito de matéria prima, que está fazendo com que as armadilhas A1 e A2 do processamento, não deem conta.

Na última imagem podemos ver que há uma grande concentração de insetos na área externa, o que é natural em períodos de primavera e verão. Porém, algo pode estar fazendo com que a quantidade seja maior que o “normal”.

Como a armadilha luminosa faz parte de um conjunto para um Controle Integrado de Pragas, é importante dar atenção as demais coisas como, luminosidades, frestas, borrachas em portas, telas rasgadas, dutos de ventilação.

É muito mais eficiente acabar com o problema direto pela raiz, por esse motivo, é importante acabar com os acessos das pragas e, apenas fazer o uso consciente de inseticidas nas áreas externas.

As armadilhas luminosas são ferramentas de correção que auxiliam no controle de insetos. Sendo assim, a termonebulização deve ser feita apenas com um foco preventivo.

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